Pois é. Após uma longa ausência podemos dizer que o nosso querido Crespim esteve quase às portas da morte. Estes 3 anos que passaram foram muito complicados para conseguirmos ter a continuação da história mas, felizmente, conseguimos retirar mais um capítulo da vida dele, nomeadamente sobre o ano de 2001. Então foi assim, o Litó tinha chegado à Serra do Bujão com a sua lambreta, veículo topo de gama lá na serra, e cativou a atenção de todas as miúdas lá das redondezas, incluindo a eterna amada do Crespim, a Rosalina. Crespim, com as suas debilidades psicológicas, baralhou logo o que se estava a passar e ficou emocionalmente afetado com o sucedido deixando de falar para o Litó, sem que este tivesse culpa de alguma coisa. É então que Crespim começa a elaborar um plano para tentar reduzir o Litó à sua insignificância, ou pelo menos era isto que ele pensava. Crespim pensou então num plano brilhante, que era basicamente o seguinte: “Se o Litó está a fazer sucesso em cima de uma lambreta, veremos se ele faz sucesso ao cair de cima de uma lambreta”. Até aqui nada de mais, uma ideia até genial, fazer o primo passar por uma humilhação para este perder o seu encanto todo perante as “donzelas” da Serra do Bujão. Eis que Crespim, só e abandonado, mete as mãos ao trabalho e começa a preparar a estratégia perfeita para a humilhação do Litó. Mil e umas ideias passaram-lhe pela cabeça, desde atirar pedras, provocar uma derrocada perto dele, cortar uma arvore no preciso momento em que ele passasse por baixo, mas todas essas ideias poderiam provocar um final trágico e o Crespim não ia com elas para a frente. Eis que surge a grande ideia, o plano ideal para colocar fim ao reinado do Litó junto das Bujeiras. Crespim vai à loja de ferragens buscar uma corda e uma pá, de seguida segue para o caminho que o Litó fazia todos os dias, e cava um fosso de 2 metros de profundidade. Enche esse fosso com água e disfarça com uma quantidade imensa de folhas caídas das árvores (isto aconteceu em pleno Outono). Um metro antes do dito fosso, Crespim coloca a corda ao nível do volante da lambreta. O grande plano: Litó vem com a mota, bate contra a corda, a mota estanca e o Litó é projetado para o fosso cheio de água e folhas, ficando todo molhado e sujo, o suficiente para uma humilhação.
Eis que vem o Litó, a dar gás com a sua lambreta pela estrada fora, aproxima-se da armadilha, o Crespim espera atentamente, o Litó continua a dar gás, aproxima-se, aproxima-se, aproxima-se, passa na corda, a corda rebenta e cai dentro do fosso, Litó e lambreta, os dois, vai tudo para o buraco. O Crespim esqueceu-se que a corda não tem resistência nenhuma e que era bem previsível rebentar, como aconteceu. O pior de tudo é que a lambreta foi à vida, ficou completamente estragada, nunca mais vai ser a mesma, tem aquelas rodas mais estragadas que o pior carro de bois lá na Serra. Foi um verdadeiro caos.
Crespim sai do esconderijo, chega à beira de Litó e diz-lhe: “Eu perdoo-te”
2001 foi mesmo um ano muito estranho na Serra do Bujão, o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro voltou a reinar na Serra do Bujão, mas o Crespim ainda não conseguiu o amor de Rosalina.
Será que vai ser em 2002 que Rosalina se vai apaixonar pelo Crespim?
O Litó e o Crespim vão se entender de uma vez por todas?
O Joaquim do Sapateiro vai continuar a ser Rei por ter o carro de bois com as rodas completamente redondas?
Em 2002 teremos essas respostas!
P.S. - Afinal a passagem da lambreta pela serra do Bujão foi demasiado curta, mas não vai ser o único veiculo do futuro que passou ali pela serra, não percam os próximos capítulos.
(… to be continued… )
(Crespim) Day Five - 2000
Chegou o novo milénio, e o Crespim só pensava numa estratégia perfeita para conquistar o amor de Rosalina! Neste momento Crespim não contava com a ajuda do Litó, porque este se ausentara para a cidade de Brufe para tratar de uns assuntos de cariz pessoal. Crespim lá ia olhando para a Rosalina e pensando numa forma de lhe dizer o que sentia, mas o mais difícil no meio desta história toda é que a Rosalina recusava-se a olhar para a cara de Crespim!
A única forma que o Crespim tinha para elaborar um "plano perfeito" passaria mesmo por esperar a chegada do seu primo Litó! Então Crespim limitava-se a pensar e aguardar a chegada do seu primo.
Eis que chega o grande dia, a chegada do Litó à Serra do Bujão, e traz com ele uma fantástica lambreta topo de gama (Chegou finalmente), e aí vai o Litó a partir o barraco todo, a mandar na Serra do Bujão! O carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro era finalmente ultrapassado!
Crespim olha com bons olhos a chegada do seu primo Litó, não só porque ambos iriam elaborar o plano perfeito, mas também porque havia saudade e, claro, a ansiedade para dar umas voltas na lambreta. Mas não ficou por aqui, com a chegada do Litó e a sua lambreta nova, logo este capta a atenção de todas as meninas da Serra do Bujão, inclusive da Rosalina! Pois é! O coração do Crespim estava prestes a ser despedaçado outra vez. Coitado do nosso Crespim. Mas atenção, o Litó não tinha qualquer intenção em ter qualquer tipo de relacionamento com a Rosalina! Mas na mente do Crespim chegou para que este deixa-se de falar com o seu primo Litó! Mais um ano negro para o nosso Crespim! Mas isto não ia ficar por aqui! O ano de 2001 iria-se revelar bastante melhor que este. Muito mais produtivo para o nosso Crespim!
Será que a Rosalina vai ceder aos encantos do nosso Crespim?
Crespim vai dar o braço a torcer e vai reatar a sua amizade com o Litó?
Será que a lambreta vai continuar a reinar na Serra do Bujão?
Em 2001 teremos todas as respostas!
PS: A lambreta finalmente chegou, mas em breve o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro vai voltar a reinar! Em 2001 saberemos o porquê!
(to be continued...)
A única forma que o Crespim tinha para elaborar um "plano perfeito" passaria mesmo por esperar a chegada do seu primo Litó! Então Crespim limitava-se a pensar e aguardar a chegada do seu primo.
Eis que chega o grande dia, a chegada do Litó à Serra do Bujão, e traz com ele uma fantástica lambreta topo de gama (Chegou finalmente), e aí vai o Litó a partir o barraco todo, a mandar na Serra do Bujão! O carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro era finalmente ultrapassado!
Crespim olha com bons olhos a chegada do seu primo Litó, não só porque ambos iriam elaborar o plano perfeito, mas também porque havia saudade e, claro, a ansiedade para dar umas voltas na lambreta. Mas não ficou por aqui, com a chegada do Litó e a sua lambreta nova, logo este capta a atenção de todas as meninas da Serra do Bujão, inclusive da Rosalina! Pois é! O coração do Crespim estava prestes a ser despedaçado outra vez. Coitado do nosso Crespim. Mas atenção, o Litó não tinha qualquer intenção em ter qualquer tipo de relacionamento com a Rosalina! Mas na mente do Crespim chegou para que este deixa-se de falar com o seu primo Litó! Mais um ano negro para o nosso Crespim! Mas isto não ia ficar por aqui! O ano de 2001 iria-se revelar bastante melhor que este. Muito mais produtivo para o nosso Crespim!
Será que a Rosalina vai ceder aos encantos do nosso Crespim?
Crespim vai dar o braço a torcer e vai reatar a sua amizade com o Litó?
Será que a lambreta vai continuar a reinar na Serra do Bujão?
Em 2001 teremos todas as respostas!
PS: A lambreta finalmente chegou, mas em breve o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro vai voltar a reinar! Em 2001 saberemos o porquê!
(to be continued...)
(Crespim) Day Four - 1999
Estava a chegar a final do milénio, e o Crespim tinha estabelecido uma data para conquistar o amor de Rosalina! A data em que o plano ia entrar em acção? 14 de Agosto! Pois é! No dia de aniversário do Crespim. Ele espera ansiosamente pela chegada do Litó que anteriormente o ajudara na execução de um plano com a finidade de separar o Quim Espada e a Rosalina do Sapateiro, plano esse que correu às mil maravilhas!
17 de Janeiro, chega o Litó e o Crespim não esconde a emoção de voltar a contar com a presença do seu primo e agora melhor amigo. Ambos deslocam-se para o seu refugio no cume da Serra, mas estes quando lá chegam deparam-se com a presença do Quim e da Rosalina! Pelos visto parece que o cume tornou-se o refugio dos dois para esconder o seu amor! Mais uma vez Crespim fica devastado e corre pela montanha abaixo, enquanto que Litó o segue na tentativa de o alcançar. Após alguns minutos de perseguição, o Litó consegue-o alcançar e diz-lhe: "- Primo, primo! Não te preocupes, o plano tem um novo objectivo! A partir de agora vamos planear separar-los mas desta vez, PARA SEMPRE".
Crespim volta a sorrir, mas sabe que este plano tem que ser mais elaborado que o anterior, isto porque o Quim e a Rosalina descobriram quem estava por detrás de todos os problemas ocorridos no Celeiro, que demorou dias a ser reconstruido. A Rosalina ainda tenta explicar ao seu pai quem foram os culpados pelo sucedido, mas o álibi de ambos era muito forte, isto porque, segundo o Joaquim, era um plano que requeria muitas horas para ser executado e apenas não teve a presença do Crespim junto de si durante 10 minutos e o Litó não estava sequer na Serra.
Crespim mantém a data para o seu plano, 14 de Agosto, que criaria o álibi perfeito para ambos, porque normalmente estes estarão na festa de aniversário do Crespim. Mais uma vez, um plano muito bem elaborado, com meses de estudo, mas desta vez esquematizado no próprio Celeiro do Joaquim(a velha teoria do "se não queres ser caço, trabalha por baixo das barbas do caçador")!
Plano esquematizado, data alcançada, tudo a postos para a acção! Rosalina recusa-se a aparecer na festa, e como era previsível, o Quim também não aparece. O resto dos Bujeiros? Em peso na festa. Não faltava um único habitante! Crespim era adorado por toda a gente! E, tal como Crespim previa, só estão ausentes os seus dois alvos.
Local da festa? Num prado próximo do refugio do cume, refugio este apenas coberto por um conjunto de mimosas! O esquema estava completamente montado! Crespim aguarda pelo por-do-sol para que a atenção do povo se foque naquele ponto!
Chega a hora e logo toda a gente olha para o cume para apreciar o por-do-sol felicitando o Crespim pela excelente escolha de local para a sua festa. Duas cordas prendiam as mimosas a duas vacas! No ponto correcto em que a luz do sol focava-se no refugio, Litó dá dois tiros de caçadeira para o ar, numa forma de festejo, assustando as vacas e fazendo com que estas começassem a correr e arrancassem as mimosas deixando o Quim e a Rosalina expostos a toda a população. Foi o fim definitivo daquela relação. Joaquim praticamente prendeu a Rosalina em casa e esta nunca mais teve o prazer de poder usufruir da companhia do Quim Espada. Mais uma vitória para o nosso Crespim. A prenda de aniversário perfeita.
Agora, o nosso Crespim só precisa de se concentrar numa forma de conquistar o amor de Rosalina e, claro, vai contar com o apoio do Litó na montagem de um esquema todo maluco.
Será que este vai conseguir alcançar o seu objectivo e finalmente conquistar o amor de Rosalina? Esperemos pelo novo milénio para o saber.
P.S.- Parece que ainda não é desta que vemos a lambreta... Afinal o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro continua a reinar lá prós lados da Serra do Bujão, MAS esta virá em breve.
(to be continued...)
17 de Janeiro, chega o Litó e o Crespim não esconde a emoção de voltar a contar com a presença do seu primo e agora melhor amigo. Ambos deslocam-se para o seu refugio no cume da Serra, mas estes quando lá chegam deparam-se com a presença do Quim e da Rosalina! Pelos visto parece que o cume tornou-se o refugio dos dois para esconder o seu amor! Mais uma vez Crespim fica devastado e corre pela montanha abaixo, enquanto que Litó o segue na tentativa de o alcançar. Após alguns minutos de perseguição, o Litó consegue-o alcançar e diz-lhe: "- Primo, primo! Não te preocupes, o plano tem um novo objectivo! A partir de agora vamos planear separar-los mas desta vez, PARA SEMPRE".
Crespim volta a sorrir, mas sabe que este plano tem que ser mais elaborado que o anterior, isto porque o Quim e a Rosalina descobriram quem estava por detrás de todos os problemas ocorridos no Celeiro, que demorou dias a ser reconstruido. A Rosalina ainda tenta explicar ao seu pai quem foram os culpados pelo sucedido, mas o álibi de ambos era muito forte, isto porque, segundo o Joaquim, era um plano que requeria muitas horas para ser executado e apenas não teve a presença do Crespim junto de si durante 10 minutos e o Litó não estava sequer na Serra.
Crespim mantém a data para o seu plano, 14 de Agosto, que criaria o álibi perfeito para ambos, porque normalmente estes estarão na festa de aniversário do Crespim. Mais uma vez, um plano muito bem elaborado, com meses de estudo, mas desta vez esquematizado no próprio Celeiro do Joaquim(a velha teoria do "se não queres ser caço, trabalha por baixo das barbas do caçador")!
Plano esquematizado, data alcançada, tudo a postos para a acção! Rosalina recusa-se a aparecer na festa, e como era previsível, o Quim também não aparece. O resto dos Bujeiros? Em peso na festa. Não faltava um único habitante! Crespim era adorado por toda a gente! E, tal como Crespim previa, só estão ausentes os seus dois alvos.
Local da festa? Num prado próximo do refugio do cume, refugio este apenas coberto por um conjunto de mimosas! O esquema estava completamente montado! Crespim aguarda pelo por-do-sol para que a atenção do povo se foque naquele ponto!
Chega a hora e logo toda a gente olha para o cume para apreciar o por-do-sol felicitando o Crespim pela excelente escolha de local para a sua festa. Duas cordas prendiam as mimosas a duas vacas! No ponto correcto em que a luz do sol focava-se no refugio, Litó dá dois tiros de caçadeira para o ar, numa forma de festejo, assustando as vacas e fazendo com que estas começassem a correr e arrancassem as mimosas deixando o Quim e a Rosalina expostos a toda a população. Foi o fim definitivo daquela relação. Joaquim praticamente prendeu a Rosalina em casa e esta nunca mais teve o prazer de poder usufruir da companhia do Quim Espada. Mais uma vitória para o nosso Crespim. A prenda de aniversário perfeita.
Agora, o nosso Crespim só precisa de se concentrar numa forma de conquistar o amor de Rosalina e, claro, vai contar com o apoio do Litó na montagem de um esquema todo maluco.
Será que este vai conseguir alcançar o seu objectivo e finalmente conquistar o amor de Rosalina? Esperemos pelo novo milénio para o saber.
P.S.- Parece que ainda não é desta que vemos a lambreta... Afinal o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro continua a reinar lá prós lados da Serra do Bujão, MAS esta virá em breve.
(to be continued...)
(Crespim) Day Three - 1998
Crespim nunca esquecerá este ano, porque logo no inicio teve uma enorme surpresa! A mãe de Crespim, Maria Gertrudes Beterraba, avisa-o que o seu primo Litó, já há muito emigrado na cidade de Brufe, iria voltar para a Serra do Bujão.
Litó Beterraba já era um jovem de 21 anos, mas tinha uma grande ligação ao Crespim, isto porque, durante a sua infância, o Litó passava a maior parte do seu tempo na casa da Maria Gertrudes e do Anacleto.
Crespim, quando soube da sua chegada, voltou a sorrir novamente! Demitiu-se logo do seu trabalho na quinta do João Espiga para aproveitar o tempo perdido com o Litó! O seu plano para os dois era simples. Ambos iriam montar um esquema para separar o Quim Espada e a Rosalina do Joaquim para que tudo volte à sua normalidade. O Quim já não era visto como grande amigo, mas sim como o inimigo Nº1 do Crespim!
Crespim leva o Litó para o seu refugio, no cume da Serra do Bujão e ambos começaram a elaborar o plano. Passaram horas, dias, até meses e ambos a planear tudo ao pormenor para que não houvessem falhas e que o resultado final desse plano fosse positivo para o Crespim.
Passaram meses e eis que chega a altura para colocarem o plano em prática! Dia escolhido? Colheita das batatas do Zé Custódio.
Para a execução do plano, o Crespim sabia que teria de abdicar do seu refugio, pois até ao dia era secreto, mas para que o plano corresse bem, a localização deste teria que ser desvendada, mas Crespim não tinha nada a perder!
Grande parte da população encontrava-se na horta do Zé Custódio, e o nosso Crespim também lá estava. Litó, ausente devido a uma suposta viagem a Brufe, não se encontrava na Serra! Eis que o esquema começa a ganhar rodas para andar. Crespim espera ansiosamente pela hora do meio dia, onde teria cerca de 10 minutos para executar o plano! Pois é, demoraram meses a elaborar um plano que duraria 10 minutos, mas deveras infalível. Eram 11:55 e o plano entra em acção! Litó surge do nada junto a Quim e Rosalina e avisa-os que iria chegar a hora do almoço e que o Joaquim iria ao Celeiro. Logo o Litó indica o refugio do Crespim para que o Quim e a Rosalina pudessem usufruir da companhia um do outro durante a hora do meio dia no "paraíso"! O Quim não queria ir devido ao seu trabalho no Celeiro, mas o Litó respondeu-lhe que guardaria o Celeiro e que na chegada do Joaquim inventaria uma desculpa válida para justificar a ausência deste!
O Quim e a Rosalina aceitam a oferta, sem desconfiarem de nada, e correm para o cume da Serra, enquanto que o Litó volta a desaparecer sem deixar rasto. Eis que chega a hora do nosso Crespim entrar em acção e finalizar o plano. Mal chegou o meio dia, este desata a correr e dirige-se para o Celeiro empurrando o gado lá para dentro, resultando numa destruição completa do Celeiro, e logo volta para o local do almoço sem deixar qualquer tipo de rasto.
O Joaquim do Sapateiro quando chega ao Celeiro, vê o sucedido e enlouquece. Tudo destruído e o Guarda do Celeiro ausente. A colheita das batatas não contou com a presença do Joaquim turno da tarde, isto porque ele aguardava ansiosamente pela chegada do Guarda do Celeiro para pedir justificações! Passadas algumas horas chega o Quim e a Rosalina ao Celeiro e logo ficam estupefactos com o sucedido! O Quim tenta explicar-se mas as suas desculpas não eram válidas! Conclusão? O Quim é despedido e impedido de voltar a ver a Rosalina. O plano correu às mil maravilhas e Litó só voltaria à Serra no ano seguinte para não levantar qualquer tipo de suspeitas.
O Joaquim do Sapateiro suplica ao Crespim para que este volte a exercer o seu trabalho, porque era de longe o melhor Guarda do Celeiro que já por lá passou. O Crespim fica entusiasmado, pois vai aguardar a chegada do Litó para elaborar outro plano, mas desta vez para conquistar o coração da Rosalina.
Este não viria a ser um plano de 10 minutos, mas seria aquele plano infalível, elaborado, demorado mas simplesmente fantástico. Daqueles que vale a pena conferir!
P.S.- Também não foi em 1998 que chegou a lambreta! Afinal, o Litó é que a vai trazer, e se ele regressa em 1999, logo a lambreta poderá também vir nesse mesmo ano.
(to be continued...)
Litó Beterraba já era um jovem de 21 anos, mas tinha uma grande ligação ao Crespim, isto porque, durante a sua infância, o Litó passava a maior parte do seu tempo na casa da Maria Gertrudes e do Anacleto.
Crespim, quando soube da sua chegada, voltou a sorrir novamente! Demitiu-se logo do seu trabalho na quinta do João Espiga para aproveitar o tempo perdido com o Litó! O seu plano para os dois era simples. Ambos iriam montar um esquema para separar o Quim Espada e a Rosalina do Joaquim para que tudo volte à sua normalidade. O Quim já não era visto como grande amigo, mas sim como o inimigo Nº1 do Crespim!
Crespim leva o Litó para o seu refugio, no cume da Serra do Bujão e ambos começaram a elaborar o plano. Passaram horas, dias, até meses e ambos a planear tudo ao pormenor para que não houvessem falhas e que o resultado final desse plano fosse positivo para o Crespim.
Passaram meses e eis que chega a altura para colocarem o plano em prática! Dia escolhido? Colheita das batatas do Zé Custódio.
Para a execução do plano, o Crespim sabia que teria de abdicar do seu refugio, pois até ao dia era secreto, mas para que o plano corresse bem, a localização deste teria que ser desvendada, mas Crespim não tinha nada a perder!
Grande parte da população encontrava-se na horta do Zé Custódio, e o nosso Crespim também lá estava. Litó, ausente devido a uma suposta viagem a Brufe, não se encontrava na Serra! Eis que o esquema começa a ganhar rodas para andar. Crespim espera ansiosamente pela hora do meio dia, onde teria cerca de 10 minutos para executar o plano! Pois é, demoraram meses a elaborar um plano que duraria 10 minutos, mas deveras infalível. Eram 11:55 e o plano entra em acção! Litó surge do nada junto a Quim e Rosalina e avisa-os que iria chegar a hora do almoço e que o Joaquim iria ao Celeiro. Logo o Litó indica o refugio do Crespim para que o Quim e a Rosalina pudessem usufruir da companhia um do outro durante a hora do meio dia no "paraíso"! O Quim não queria ir devido ao seu trabalho no Celeiro, mas o Litó respondeu-lhe que guardaria o Celeiro e que na chegada do Joaquim inventaria uma desculpa válida para justificar a ausência deste!
O Quim e a Rosalina aceitam a oferta, sem desconfiarem de nada, e correm para o cume da Serra, enquanto que o Litó volta a desaparecer sem deixar rasto. Eis que chega a hora do nosso Crespim entrar em acção e finalizar o plano. Mal chegou o meio dia, este desata a correr e dirige-se para o Celeiro empurrando o gado lá para dentro, resultando numa destruição completa do Celeiro, e logo volta para o local do almoço sem deixar qualquer tipo de rasto.
O Joaquim do Sapateiro quando chega ao Celeiro, vê o sucedido e enlouquece. Tudo destruído e o Guarda do Celeiro ausente. A colheita das batatas não contou com a presença do Joaquim turno da tarde, isto porque ele aguardava ansiosamente pela chegada do Guarda do Celeiro para pedir justificações! Passadas algumas horas chega o Quim e a Rosalina ao Celeiro e logo ficam estupefactos com o sucedido! O Quim tenta explicar-se mas as suas desculpas não eram válidas! Conclusão? O Quim é despedido e impedido de voltar a ver a Rosalina. O plano correu às mil maravilhas e Litó só voltaria à Serra no ano seguinte para não levantar qualquer tipo de suspeitas.
O Joaquim do Sapateiro suplica ao Crespim para que este volte a exercer o seu trabalho, porque era de longe o melhor Guarda do Celeiro que já por lá passou. O Crespim fica entusiasmado, pois vai aguardar a chegada do Litó para elaborar outro plano, mas desta vez para conquistar o coração da Rosalina.
Este não viria a ser um plano de 10 minutos, mas seria aquele plano infalível, elaborado, demorado mas simplesmente fantástico. Daqueles que vale a pena conferir!
P.S.- Também não foi em 1998 que chegou a lambreta! Afinal, o Litó é que a vai trazer, e se ele regressa em 1999, logo a lambreta poderá também vir nesse mesmo ano.
(to be continued...)
(Crespim) Day Two - 1997
1997, um ano fantástico onde emoções fortes ocorreram na Serra do Bujão. De uma forma resumida, irei exemplificar alguns desses acontecimentos, mas irei detalhar-los no conteúdo relativamente a este ano. 1997 foi um grande ano marcado pelo nascimento do filhote da Papoila (vaca do Joaquim), surge o primeiro veículo motorizado, isto é, a lambreta do Zé da Estére! Mais momentos fantásticos aconteceram e, como é óbvio, não os vou mencionar nesta nota introdutória, porque assim se o leitor o quiser saber terá que ler esta "porcaria" até ao fim!
O ano de 1997 começou no dia 1 de Janeiro (Lógico!), dia este que marcou a vida dos habitantes da Serra do Bujão. Era o inicio de uma nova era.
Crespim não poupou o feriado, e como é habitual, este foi para o seu humilde trabalho no Celeiro do Joaquim, mas logo se deparou com um fenómeno fantástico, fazendo com que este desatasse a correr para alertar o Joaquim do que tinha visto! Pois é, a vaca Papoila teve o seu primeiro vitelo! Começaram os festejos, este novo ano foi recebido ainda com mais alegria. Crespim estava radiante com o que tinha presenciado. Este corre para a Rosalina, sua amada, para a felicitar, mas esta vira-lhe as costas não esquecendo o sucedido no ano anterior. Crespim foge do local onde reinava a festa e vai isolar-se para o cume da Serra do Bujão, triste e devastado pelo sucedido.
Quando este se encontrava no cume logo tem uma surpresa! Quem aparece? Não, não é a Rosalina, mas sim o seu grande amigo Quim Espada que dois anos atrás tinha saído da Serra do Bujão rumo à cidade de Brufe com a sua família. Crespim ficou radiante ao ver o seu grande amigo Quim, ainda por cima todo bem vestido. Sem hesitar, Crespim pergunta-lhe o que ele fizera para estar com boa aparência, aparência digna de quem alcançou o que queria. "- O meu pai arranjou um trabalho importante em Brufe! Ele está a construir casas para as outras pessoas!" respondeu o Quim. Daí poderíamos concluir que o pai de Quim, José Espada, mais conhecido por Zé da Estére, era trolha. O Quim era um ano mais velho que o nosso Crespim, mas já trazia na mala uma vasta experiência de vida. Bastou-lhe sair da Serra do Bujão para poder cultivar mais a sua educação.
Com a chegada definitiva de Quim à Serra do Bujão, ele e o Crespim tornaram-se inseparáveis, inclusive o Quim acompanhava-o para o seu trabalho diário no Celeiro do Joaquim do Sapateiro. Crespim tinha agora motivos para sorrir, arranjou uma companhia que o faria esquecer a Rosalina, mas aí surge o inesperado. O Quim, já com a escola toda de menino da cidade, começa a "fazer-se ao piso" à Rosalina e esta acaba por ceder aos encantos do Quim. Coitado do nosso Crespim quando soube, o seu melhor amigo namorar com a sua eterna amada. Crespim não hesita e vai falar com o Joaquim do Sapateiro para abandonar o seu cargo de Guarda do Celeiro, isto porque ele não suportava ver os dois a brincar à sua frente sem este nada poder fazer. O Joaquim não queria que Crespim abandonasse o seu posto, mas não conseguiu impedir o inevitável. Pois é, o Crespim demitiu-se.
Meses mais tarde, já em pleno Outubro, Crespim acaba por conseguir trabalho na quinta do João Espiga ficando responsável pelas suas videiras. O que ele tinha que fazer? Passar os dias todos a olhar para as uvas até que estas estejam prontas para a sua colheita. Era um trabalho deveras fatigante, mas o nosso Crespim faria tudo para se manter o mais afastado possível do Celeiro, que era agora guardado pelo Quim Espada e pela Rosalina do Joaquim. Crespim no seu tempo livre, ou no seu dia de folga só tinha um destino, o seu refugio no cume onde assistia ao por-do-sol e lidava com os seus pensamentos.
Mais tarde Crespim veio a saber uma novidade, deveras fantástico, que estaria para acontecer no final deste ano, mas que só se veio mesmo a confirmar no ano de 1998...
O que será que aconteceu?
Rosalina deixou o Quim e declarou o seu amor por Crespim?
Afinal a vaca Papoila vai ter mais um vitelo?
O Celeiro vai ter uma porta finalmente?
Só esperar para ver...
PS - Afinal a Lambreta não veio em 1997 (mas esta virá). Parece que o único veículo em condições ainda continua a ser o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro.
(To be Continued...)
O ano de 1997 começou no dia 1 de Janeiro (Lógico!), dia este que marcou a vida dos habitantes da Serra do Bujão. Era o inicio de uma nova era.
Crespim não poupou o feriado, e como é habitual, este foi para o seu humilde trabalho no Celeiro do Joaquim, mas logo se deparou com um fenómeno fantástico, fazendo com que este desatasse a correr para alertar o Joaquim do que tinha visto! Pois é, a vaca Papoila teve o seu primeiro vitelo! Começaram os festejos, este novo ano foi recebido ainda com mais alegria. Crespim estava radiante com o que tinha presenciado. Este corre para a Rosalina, sua amada, para a felicitar, mas esta vira-lhe as costas não esquecendo o sucedido no ano anterior. Crespim foge do local onde reinava a festa e vai isolar-se para o cume da Serra do Bujão, triste e devastado pelo sucedido.
Quando este se encontrava no cume logo tem uma surpresa! Quem aparece? Não, não é a Rosalina, mas sim o seu grande amigo Quim Espada que dois anos atrás tinha saído da Serra do Bujão rumo à cidade de Brufe com a sua família. Crespim ficou radiante ao ver o seu grande amigo Quim, ainda por cima todo bem vestido. Sem hesitar, Crespim pergunta-lhe o que ele fizera para estar com boa aparência, aparência digna de quem alcançou o que queria. "- O meu pai arranjou um trabalho importante em Brufe! Ele está a construir casas para as outras pessoas!" respondeu o Quim. Daí poderíamos concluir que o pai de Quim, José Espada, mais conhecido por Zé da Estére, era trolha. O Quim era um ano mais velho que o nosso Crespim, mas já trazia na mala uma vasta experiência de vida. Bastou-lhe sair da Serra do Bujão para poder cultivar mais a sua educação.
Com a chegada definitiva de Quim à Serra do Bujão, ele e o Crespim tornaram-se inseparáveis, inclusive o Quim acompanhava-o para o seu trabalho diário no Celeiro do Joaquim do Sapateiro. Crespim tinha agora motivos para sorrir, arranjou uma companhia que o faria esquecer a Rosalina, mas aí surge o inesperado. O Quim, já com a escola toda de menino da cidade, começa a "fazer-se ao piso" à Rosalina e esta acaba por ceder aos encantos do Quim. Coitado do nosso Crespim quando soube, o seu melhor amigo namorar com a sua eterna amada. Crespim não hesita e vai falar com o Joaquim do Sapateiro para abandonar o seu cargo de Guarda do Celeiro, isto porque ele não suportava ver os dois a brincar à sua frente sem este nada poder fazer. O Joaquim não queria que Crespim abandonasse o seu posto, mas não conseguiu impedir o inevitável. Pois é, o Crespim demitiu-se.
Meses mais tarde, já em pleno Outubro, Crespim acaba por conseguir trabalho na quinta do João Espiga ficando responsável pelas suas videiras. O que ele tinha que fazer? Passar os dias todos a olhar para as uvas até que estas estejam prontas para a sua colheita. Era um trabalho deveras fatigante, mas o nosso Crespim faria tudo para se manter o mais afastado possível do Celeiro, que era agora guardado pelo Quim Espada e pela Rosalina do Joaquim. Crespim no seu tempo livre, ou no seu dia de folga só tinha um destino, o seu refugio no cume onde assistia ao por-do-sol e lidava com os seus pensamentos.
Mais tarde Crespim veio a saber uma novidade, deveras fantástico, que estaria para acontecer no final deste ano, mas que só se veio mesmo a confirmar no ano de 1998...
O que será que aconteceu?
Rosalina deixou o Quim e declarou o seu amor por Crespim?
Afinal a vaca Papoila vai ter mais um vitelo?
O Celeiro vai ter uma porta finalmente?
Só esperar para ver...
PS - Afinal a Lambreta não veio em 1997 (mas esta virá). Parece que o único veículo em condições ainda continua a ser o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro.
(To be Continued...)
(Crespim) Day One - 1996
Como em qualquer outro dia do ano, Crespim sai de sua casa para ir trabalhar, isto quando ele tinha apenas 10 anos.
Joaquim do Sapateiro passa em casa do Crespim, no seu carro de bois (conhecido por ser único carro de bois com as rodas totalmente redondas) pega no Crespim e leva-o para o Celeiro onde este iria ficar de guarda todo o dia para evitar que todo aquele gado que está próximo do Celeiro entrasse lá para dentro e destruísse tudo. Não, o Joaquim não tinha porta no celeiro porque já estava à espera desta à cerca de 3 anos.
Mas a nossa personagem gostava particularmente de ir para o Celeiro, porque assim usufruía da companhia da Rosalina, filha de Joaquim, que veio a ser o seu eterno amor.
Crespim, sentado num fardo de palha à entrada do Celeiro, começa a pensar num poema para dedicar à sua amada Rosalina, mas as palavras custavam-lhe a sair da boca.
Crespim um dia resolveu pôr a sua timidez de lado e, esperando pela chegada da sua amada para lhe servir o lanche, ia praticando o seu discurso com a ovelha Raimunda para quando chegasse a Rosalina do Joaquim.
Já com a lição bem estudada, eis a chegada de Rosalina com o lanche, que era constituído pela já habitual sandes de coirato e o seu sumo de batata fresquinho proveniente da horta do Zé Custódio. Crespim olha nos olhos de Rosalina e diz: "- Rosalina, tenho que te dizer isto, mas as palavras custam-me a sair." Neste compasso de espera, os olhos de Rosalina brilham, pois o sentimento é mútuo. Então Rosalina aguarda a tão aclamada proposta de Crespim já pronta a aceitar o que viria dali. Ela espera radiante, mas o compasso de espera torna-se longo, Crespim sua por todos os lados, não sabe como vai dizer o que tem para dizer a Rosalina. O clima torna-se sufocante, sente-se uma enorme tensão no ar! Mas após algum tempo, Crespim finalmente ganha coragem e prossegue com o resto da sua declaração: "-Rosalina, prefiro uma sandes de fiambre que as de coirato! O coirato faz-me alergia e não consigo dormir direito à noite!"
Como Rosalina não ouviu o que queria, lágrimas escorrem-lhe pelo rosto e esta desata a correr sem parar até Crespim a perder de vista no horizonte. Este foi o momento mais emocionante que ocorreu a Crespim neste ano.
A partir desse momento, Rosalina nunca mais conseguiu olhar nos olhos de Crespim. Crespim deixou de receber o seu lanche no Celeiro e este para saciar a sua fome teria que abandonar o Celeiro por breves instantes para trepar a árvore mais próxima para colher um fruto para assim "matar" a fome.
1996 ficou marcado então como o ano do primeiro amor de Crespim que, por ventura, este deitou tudo a perder criticando a famosa sandes de coirato da Rosalina.
(to be continued...)
Joaquim do Sapateiro passa em casa do Crespim, no seu carro de bois (conhecido por ser único carro de bois com as rodas totalmente redondas) pega no Crespim e leva-o para o Celeiro onde este iria ficar de guarda todo o dia para evitar que todo aquele gado que está próximo do Celeiro entrasse lá para dentro e destruísse tudo. Não, o Joaquim não tinha porta no celeiro porque já estava à espera desta à cerca de 3 anos.
Mas a nossa personagem gostava particularmente de ir para o Celeiro, porque assim usufruía da companhia da Rosalina, filha de Joaquim, que veio a ser o seu eterno amor.
Crespim, sentado num fardo de palha à entrada do Celeiro, começa a pensar num poema para dedicar à sua amada Rosalina, mas as palavras custavam-lhe a sair da boca.
Crespim um dia resolveu pôr a sua timidez de lado e, esperando pela chegada da sua amada para lhe servir o lanche, ia praticando o seu discurso com a ovelha Raimunda para quando chegasse a Rosalina do Joaquim.
Já com a lição bem estudada, eis a chegada de Rosalina com o lanche, que era constituído pela já habitual sandes de coirato e o seu sumo de batata fresquinho proveniente da horta do Zé Custódio. Crespim olha nos olhos de Rosalina e diz: "- Rosalina, tenho que te dizer isto, mas as palavras custam-me a sair." Neste compasso de espera, os olhos de Rosalina brilham, pois o sentimento é mútuo. Então Rosalina aguarda a tão aclamada proposta de Crespim já pronta a aceitar o que viria dali. Ela espera radiante, mas o compasso de espera torna-se longo, Crespim sua por todos os lados, não sabe como vai dizer o que tem para dizer a Rosalina. O clima torna-se sufocante, sente-se uma enorme tensão no ar! Mas após algum tempo, Crespim finalmente ganha coragem e prossegue com o resto da sua declaração: "-Rosalina, prefiro uma sandes de fiambre que as de coirato! O coirato faz-me alergia e não consigo dormir direito à noite!"
Como Rosalina não ouviu o que queria, lágrimas escorrem-lhe pelo rosto e esta desata a correr sem parar até Crespim a perder de vista no horizonte. Este foi o momento mais emocionante que ocorreu a Crespim neste ano.
A partir desse momento, Rosalina nunca mais conseguiu olhar nos olhos de Crespim. Crespim deixou de receber o seu lanche no Celeiro e este para saciar a sua fome teria que abandonar o Celeiro por breves instantes para trepar a árvore mais próxima para colher um fruto para assim "matar" a fome.
1996 ficou marcado então como o ano do primeiro amor de Crespim que, por ventura, este deitou tudo a perder criticando a famosa sandes de coirato da Rosalina.
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(Crespim) The Beggining
Crespim era o seu nome, nome cuja mãe lhe atribuiu. Crespim vivia nas zonas mais altas da Serra do Bujão, serra essa conhecida pelos seus habitantes um pouco diferenciados do resto da população nacional. Crespim era um Bujeiro de nascença, mas este destacava-se do resto da população da Serra do Bujão, isto porque ele queria ser mais, queria marcar a diferença, no fundo queria ser alguém.
Crespim, nascido a 14 de Agosto de 1986, filho de Maria Gertrudes Beterraba e de Anacleto José Beterraba, sempre teve diversos sonhos para o seu futuro, sonhos esses que passavam desde vir a ser um actor de cinema conceituado até vir a ser astronauta. Mas este limitava-se a fazer a guarda do Celeiro do Joaquim do Sapateiro (Sapateiro porque o pai de Joaquim arranjava o calçado ao pessoal lá da zona).
Crespim, conhecido pela sua célebre frase: "- Se eu não me chama-se Crespim, esta "merda" não era assim!", gostava de tomar a iniciativa para os mais diversos eventos culturais da zona, desde a vindima do João Espiga até à colheita das batatas do Zé Custódio. Então, a nossa "estrela" veio a merecer a confiança de todos os Bujeiros e, normalmente, ele era o responsável pela organização desses mesmos eventos.
A 17 de Abril de 2004, Crespim desaparece da Serra do Bujão sem deixar qualquer tipo de rasto. Anos mais tarde, já em 2010, este aparece na serra com o seu Renault 5 GT turbo topo de gama, pronto a mostrar que conseguiu ser diferente da população e conseguiu vingar o bom nome da Serra do Bujão no exterior.
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Crespim, nascido a 14 de Agosto de 1986, filho de Maria Gertrudes Beterraba e de Anacleto José Beterraba, sempre teve diversos sonhos para o seu futuro, sonhos esses que passavam desde vir a ser um actor de cinema conceituado até vir a ser astronauta. Mas este limitava-se a fazer a guarda do Celeiro do Joaquim do Sapateiro (Sapateiro porque o pai de Joaquim arranjava o calçado ao pessoal lá da zona).
Crespim, conhecido pela sua célebre frase: "- Se eu não me chama-se Crespim, esta "merda" não era assim!", gostava de tomar a iniciativa para os mais diversos eventos culturais da zona, desde a vindima do João Espiga até à colheita das batatas do Zé Custódio. Então, a nossa "estrela" veio a merecer a confiança de todos os Bujeiros e, normalmente, ele era o responsável pela organização desses mesmos eventos.
A 17 de Abril de 2004, Crespim desaparece da Serra do Bujão sem deixar qualquer tipo de rasto. Anos mais tarde, já em 2010, este aparece na serra com o seu Renault 5 GT turbo topo de gama, pronto a mostrar que conseguiu ser diferente da população e conseguiu vingar o bom nome da Serra do Bujão no exterior.
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