Pois é. Após uma longa ausência podemos dizer que o nosso querido Crespim esteve quase às portas da morte. Estes 3 anos que passaram foram muito complicados para conseguirmos ter a continuação da história mas, felizmente, conseguimos retirar mais um capítulo da vida dele, nomeadamente sobre o ano de 2001. Então foi assim, o Litó tinha chegado à Serra do Bujão com a sua lambreta, veículo topo de gama lá na serra, e cativou a atenção de todas as miúdas lá das redondezas, incluindo a eterna amada do Crespim, a Rosalina. Crespim, com as suas debilidades psicológicas, baralhou logo o que se estava a passar e ficou emocionalmente afetado com o sucedido deixando de falar para o Litó, sem que este tivesse culpa de alguma coisa. É então que Crespim começa a elaborar um plano para tentar reduzir o Litó à sua insignificância, ou pelo menos era isto que ele pensava. Crespim pensou então num plano brilhante, que era basicamente o seguinte: “Se o Litó está a fazer sucesso em cima de uma lambreta, veremos se ele faz sucesso ao cair de cima de uma lambreta”. Até aqui nada de mais, uma ideia até genial, fazer o primo passar por uma humilhação para este perder o seu encanto todo perante as “donzelas” da Serra do Bujão. Eis que Crespim, só e abandonado, mete as mãos ao trabalho e começa a preparar a estratégia perfeita para a humilhação do Litó. Mil e umas ideias passaram-lhe pela cabeça, desde atirar pedras, provocar uma derrocada perto dele, cortar uma arvore no preciso momento em que ele passasse por baixo, mas todas essas ideias poderiam provocar um final trágico e o Crespim não ia com elas para a frente. Eis que surge a grande ideia, o plano ideal para colocar fim ao reinado do Litó junto das Bujeiras. Crespim vai à loja de ferragens buscar uma corda e uma pá, de seguida segue para o caminho que o Litó fazia todos os dias, e cava um fosso de 2 metros de profundidade. Enche esse fosso com água e disfarça com uma quantidade imensa de folhas caídas das árvores (isto aconteceu em pleno Outono). Um metro antes do dito fosso, Crespim coloca a corda ao nível do volante da lambreta. O grande plano: Litó vem com a mota, bate contra a corda, a mota estanca e o Litó é projetado para o fosso cheio de água e folhas, ficando todo molhado e sujo, o suficiente para uma humilhação.
Eis que vem o Litó, a dar gás com a sua lambreta pela estrada fora, aproxima-se da armadilha, o Crespim espera atentamente, o Litó continua a dar gás, aproxima-se, aproxima-se, aproxima-se, passa na corda, a corda rebenta e cai dentro do fosso, Litó e lambreta, os dois, vai tudo para o buraco. O Crespim esqueceu-se que a corda não tem resistência nenhuma e que era bem previsível rebentar, como aconteceu. O pior de tudo é que a lambreta foi à vida, ficou completamente estragada, nunca mais vai ser a mesma, tem aquelas rodas mais estragadas que o pior carro de bois lá na Serra. Foi um verdadeiro caos.
Crespim sai do esconderijo, chega à beira de Litó e diz-lhe: “Eu perdoo-te”
2001 foi mesmo um ano muito estranho na Serra do Bujão, o carro de bois com as rodas completamente redondas do Joaquim do Sapateiro voltou a reinar na Serra do Bujão, mas o Crespim ainda não conseguiu o amor de Rosalina.
Será que vai ser em 2002 que Rosalina se vai apaixonar pelo Crespim?
O Litó e o Crespim vão se entender de uma vez por todas?
O Joaquim do Sapateiro vai continuar a ser Rei por ter o carro de bois com as rodas completamente redondas?
Em 2002 teremos essas respostas!
P.S. - Afinal a passagem da lambreta pela serra do Bujão foi demasiado curta, mas não vai ser o único veiculo do futuro que passou ali pela serra, não percam os próximos capítulos.
(… to be continued… )
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)



Sem comentários:
Enviar um comentário